Os quatro fundadores da Fidexa lado a lado, de camisa preta com o logo da empresa
Os fundadores da Fidexa.
Sala de imprensaSetembro de 2026

R$ 39,4 milhões de volta no caixa do varejo

No varejo brasileiro, o crediário próprio não é um detalhe de loja pequena: é o motor de redes regionais inteiras, que somam dezenas de unidades e movimentam milhões por mês financiando a própria venda. Em redes de calçados, roupas e móveis, é o crediário que responde pela maior parte do faturamento — ele permite parcelar uma compra em quatro ou seis vezes sem cartão e sem banco. Quem analisa o crédito, aprova o limite e assume o risco é a própria rede, com sistema de análise, política de crédito e carnê dentro do ERP.

Financiar a própria venda significa carregar o risco dela — e o risco aparece quando a parcela não volta. Na escala de uma rede, isso não é um cliente inadimplente: é uma carteira com milhares de parcelas em atraso espalhadas por dezenas de unidades. Cada uma, sozinha, é pequena demais para justificar escritório de cobrança ou protesto; muitas são de R$ 50. Somadas, são milhões parados fora do caixa.

O time financeiro sabe exatamente quem deve o quê — o relatório está no ERP. O que não existe é braço para cobrar: lembrar, escrever, negociar, registrar a promessa de pagamento e repetir isso milhares de vezes por mês, em todas as lojas, sem constranger o cliente que a rede quer de volta no mês seguinte. Contratar gente na mesma proporção da carteira não fecha a conta, e é por isso que a maior parte desse dinheiro simplesmente não é cobrada.

A Fidexa nasceu em outubro de 2025 para resolver esse trabalho. A plataforma se conecta à base de crediário da loja, organiza a carteira de inadimplentes e coloca uma régua de cobrança para rodar no WhatsApp: antes do vencimento, no vencimento e ao longo do atraso. A inteligência artificial ajusta tom e frequência das mensagens de acordo com o comportamento de cada devedor — quem costuma pagar recebe um lembrete; quem some há meses recebe uma abordagem diferente. Hoje são cerca de 15 mil mensagens por dia.

O resultado é simples de medir. Em menos de um ano de operação, a Fidexa recuperou R$ 39,34 milhões para lojistas do varejo — R$ 34 milhões em parcelas e R$ 5,34 milhões em juros —, com taxa média de recuperação de 20% das carteiras conectadas. São 249 empresas usando a plataforma, a partir de R$ 300 por mês. A empresa atingiu breakeven com capital próprio e gera caixa.

A etapa seguinte é fechar o ciclo dentro da própria conversa. Com o Fidexa Pay, o cliente negocia o débito e paga via Pix sem sair do WhatsApp, e a baixa volta para o sistema da loja. A integração com o ERP da TOTVS Linx foi a primeira a entrar no ar — a conexão com outros ERPs do varejo está em andamento —, unindo gestão de recebíveis, negociação e pagamento em um painel só, com visão consolidada de todas as unidades da rede.

A Fidexa foi fundada por Bruno Reis, Hudson Ribeiro e Leonardo Azevedo. Em 2026, André Menezes entrou como quarto sócio: ele cofundou a TiNDLE (Next Gen Foods), que levantou US$ 130 milhões em rodadas internacionais — incluindo uma Série A de US$ 100 milhões com participação do Temasek.

A meta para o fim de 2026 é dobrar a base de clientes e ampliar as integrações com ERPs do varejo. O objetivo por trás dela continua o mesmo do primeiro dia: transformar dívida parada em caixa para o lojista, sem que ele precise contratar mais uma pessoa para o financeiro — e sem queimar a relação com o cliente que volta à loja no mês seguinte.

— Bruno Reis, Hudson Ribeiro, Leonardo Azevedo e André Menezes, fundadores da Fidexa.

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